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dos fatores que ajudou StarCraft 2 a se tornar um jogo bastante popular é a quantidade massiva de estratégias que seus jogadores podem adotar. Seja apostando na agressividade pura ou em contra-ataques, um profissional no título pode adotar várias maneiras de tentar derrotar seu adversário — inclusive apelar para saídas tediosas e nada divertidas, especialmente para quem assiste a partida.
Durante aquele que pode ser considerado o combate mais longo da cena profissional do game, o jogador dinamarquês Steffen “Lillekanin” Hovmand usou a unidade humana “Corvo” como base para desacelerar seu embate contra o finlandês Wenlei “ZhuGeLiang” Dai, que usava os zergs — o resultado foi um confronto que se estendeu por mais de três horas.
Usando as Torres de Artilharia automatizadas produzidas pela unidade combinadas a drones de defesa pontual, Lillekanin criou um verdadeiro “corredor” de defesa que só poderia ser destruído após uma longa batalha. E foi justamente esse o caminho seguido por Dai, que usou uma quantidade massiva de Hospedeiros do enxame para enfrentar seu adversário — algo que resultou em uma partida bastante tediosa.
Falta de interesse resultou no banimento
Após 3 horas e 20 minutos de partida, Daí estava próximo de derrotar seu adversário usando Infestadores e suas habilidade de parasita. Diante disso, Lillekanin decidiu levitar suas construções e protegê-las usando seus Corvos — algo que poderia arrastar o confronto por um tempo indefinido.
Após 50 minutos de impasse, Lillekanin assumiu que estava perdendo e digitou a frase “SOU UM TERRORISTA”, seguida da palavra “jihad” antes de mover suas unidades até a linha de defesa zerg e conceder a partida a seu adversário. No entanto, não foi esse comportamento que rendeu seu banimento.
Enquanto esperava pelo desenrolar da partida, Lillekanin decidiu usar o comando “alt-tab” para conferir o chat do Twitch, o Twitter e outras mídias sociais. Como através desses canais ele poderia obter informações relacionadas aos suprimentos e estratégias de Dai, as regras da WCS previam seu banimento da competição durante o ano de 2015 — período durante o qual ele vai permanecer em observação.
Algumas lembranças do Natal de 2014 ainda devem estar muito frescas na memória dos jogadores. Porém, o primeiro pensamento que vem à mente de alguns quando se lembram do último dia 25 de dezembro pode não ser nada bom. Isso porque, exatamente no dia do Natal, um grupo hacker derrubou a PlayStation Network e a Xbox Live com um ataque do tipo DDoS transformando as festas de muitas pessoas em um verdadeiro "inferno".
No entanto, Barack Obama tem uma boa notícia para os gamers e todos que, de alguma forma, já foram prejudicados por causa desse tipo de investida. A Casa Branca acaba de anunciar, através de um comunicado oficial, que está assumindo a briga contra aqueles que executam o DDoS e propôs novas medidas para combater os cibercriminosos.

Para os que não sabem (ou não se lembram), um ataque distribuído por negação de serviço é muito fácil de entender. Em palavras simples, podemos dizer que um DDoS acontece quando uma pessoa (ou um grupo) envia uma quantidade de tráfego gigantesca em uma rede na esperança de sobrecarregar e derrubar os servidores que ficam por trás dela.
Medidas da Casa Branca
Uma das medidas principais do acordo proposto por Barack Obama é aprimorar o compartilhamento de informações entre o setor privado e o governo, aumentando o “sentimento colaborativo” entre as ambas as partes. Um dos focos dessa atitude é incentivar que as empresas forneçam os dados de ataques sofridos por elas (como aquele que aconteceu com a PSN e a Live) para que ações direcionadas de proteção possam ser adotadas por órgãos governamentais específicos.

A modernização da lei que trata dos crimes cibernéticos é outra medida proposta pela Casa Branca. Os mecanismos do governo precisam ter as ferramentas apropriadas para investigar, desmantelar e processar os responsáveis pela ação ilícita.
A última medida trata de nós, consumidores, dentro dessa bagunça toda. Como as pessoas que usufruem dos serviços também podem sair prejudicadas (e geralmente saem) é natural que as autoridades e empresas também se preocupem com essa parte. A proposta de Barack Obama simplifica o procedimento de notificação dos usuários e empregados (que hoje é caótico) quando uma companhia identifica uma brecha de segurança.
A galera do video game aprova
Diante dessa medida favorável à segurança da internet e seus sistemas como um todo, a Entertainment Software Association – o grupo de lobby para empresas de video game – enviou um comunicado aprovando a iniciativa.

Através do presidente Michael Gallaguer, a entidade disse que “elogia a liderança do presidente Obama por causa dos esforços em oferecer as ferramentas necessárias para detectar e reprimir os crimes digitais. Os consumidores precisam ser protegidos da ilegalidade, de botnets maliciosos e ataques de negação de serviço”.
Ainda segundo Gallaguer, nós consumidores devemos desfrutar de uma internet dinâmica, inovadora e livre de atividades criminais. “A Entertainment Software Association vai trabalhar com a Casa Branca e os líderes do Congresso para ajustar as propostas e ajudar a aumentar as penas para aqueles que causam danos ao consumidor em grande escala”.
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Será que essa iniciativa da Casa Branca vai ajudar a evitar (ou ao menos diminuir) a ocorrência de ataques do tipo DDoS? Apesar de ser impossível saber por enquanto, é bastante confortante saber que o país mais poderoso do mundo arregaçou as mangas para combater os criminosos que tanto nos prejudicam.
Os números mais recentes da empresa de pesquisa de aplicativos AppFigures indicam que em 2014 a Play Store daGoogle ultrapassou a App Store da rival Apple em número de apps e desenvolvedores pela primeira vez desde a sua criação. Caso os cálculos da companhia estejam corretos, a loja do Android fechou o ano passado com 1,43 milhão de programas disponíveis, enquanto a doiOS ficou com 1,21 milhão.
Este é um marco muito importante para a gigante das buscas e serve como uma prova do crescente interesse dos desenvolvedores pelo sistema do robozinho verde. Os dados demonstram que a comunidade de desenvolvedores do Android teve em 2014 seu terceiro ano consecutivo de crescimento superior ao do iOS, chegando a aproximadamente 388 mil criadores de software – frente aos cerca de 282 mil da empresa dos iPhones, iPads e iPods.

Ainda que pareça fácil simplesmente coroar a Google como a nova líder do mercado de aplicativos, é preciso lembrar que o rendimento do serviço da Apple continua consideravelmente superior. Além disso, cabe ressaltar que a Maçã possui um processo de aprovação muito mais exigente para os desenvolvedores que enviam apps para eles – a empresa chega até admitir em suas guidelines que pode parecer “maníaca por controle”.
Todos crescem
Já com relação à indústria como um todo, o desenvolvimento de aplicativos continuou a ter um crescimento acelerado, com a Play Store, a App Store e a loja da Amazon todas crescendo mais do que 50% em 2014. As categorias que mais aumentaram sua representatividade entre as ofertas para Android foram as de jogos, fotografia e música, enquanto no iOS a liderança fica com os programas de negócios e estilo de vida.

Caso os números sejam confirmados pelas empresas, eles indicam que a Google começa 2015 com força total e tende a se beneficiar cada vez mais de sua crescente comunidade de desenvolvedores. Enquanto isso, a Apple permanece como uma rival competitiva e pode estar prestes a ganhar força com o lançamento do Apple Watch e a adoção de outras melhorias interessantes, como a linguagem de programação Swift.
Para os decepcionados pela ausência das lojas de Windows Phone e de outros sistemas operacionais entre esses dados, vale ressaltar que a AppFigures não os abordou durante sua pesquisa. Dessa forma, resta esperar que outras companhias de pesquisa ou que a Microsoft e as demais proprietárias de SOs revelem essas informações.
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